Resenha de Morte Invisível

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Autoras: Lene Kaaberbøl e Agnete Friis                                            Editora: Arqueiro

“Em meio às ruínas de um hospital militar soviético no norte da Hungria, Pitkin e Tamás procuram antigos suprimentos e armas que possam vender no mercado negro, até que acabam encontrando algo mais valioso do que poderiam imaginar. Ali está a esperança dos meninos ciganos de deixar a pobreza, de quitar as dívidas da família, quem sabe de se livrar um pouco do preconceito que sofre o seu povo. Porém, suas boas intenções podem provocar a morte de um número alarmante de pessoas. Na Dinamarca, a enfermeira Nina Borg também se preocupa com o bem-estar dos desfavorecidos, e por isso colocará sua vida em risco mais uma vez. Chamada às pressas para cuidar de um grupo de ciganos húngaros, ela descobre uma doença misteriosa que se espalha de forma implacável. Ao investigar o caso, percebe que há algo de podre em toda aquela história, um segredo perigoso, guardado a sete chaves pelos imigrantes, que pode envolver terrorismo e fanatismo. Nesta continuação de O menino da mala, Nina acabará colocando sua família na mira de criminosos e se verá diante de uma crise sem precedentes que mobilizará o país.”

Morte Invisível é continuação do livro “O Menino da Mala” mas já vou avisando que não é um continuação realmente, porque não é necessário ler o primeiro para entendê-lo (eu não li) e a história é totalmente diferente, é uma sequência apenas por ser mais uma historia da enfermeira Nina Borg.

Nesse livro, devido a pobreza, muitos jovens ciganos procuram coisas que possam ser vendidas no mercado negro e é assim que Tamás e Pitkin encontram um objeto muito valioso nas ruínas de um hospital abandonado na Hungria, o que eles não sabiam é que essa venda poderia ser muito perigosa.

Nina Borg uma enfermeira da Cruz Vermelha que vive na Dinamarca, que durante um surto de uma misteriosa doença que atinge um grupo de ciganos, se vê no dilema de cuidar de sua filha adolescente e seu filho pequeno enquanto o marido viaja ou cuidar das dezenas de crianças que estão muito mal em uma oficina abandonada. O pior é que há algo de muito errado e perigoso nessa doença misteriosa, pode até mesmo estar envolvida com terrorismo, será que a enfermeira vai desvendar esse mistério?

“Acho que não sou capaz de amar alguém que não tenha coragem de ser quem de fato é.”

Achei bem complicado acompanhar a história no início pela quantidade enorme de personagens, e não eram personagens secundários sem muita importância, mas personagens que realmente fazem diferença na história, como Sándor, irmão mais velho de Tamás, Skou-Larsen, um idoso, e Helle, sua esposa, Søren, do departamento de Contraterrorismo, em cada capítulo o narrador relata o que está acontecendo com um desses personagens e isso foi um pouco confuso, até eu me acostumar.

Pelo mesmo motivo, apesar dos capítulos curtos, o livro demorou para prender minha atenção, porém lá pela página 150 não consegui mais largar! Foi quando a história ficou muito mais rápida, as autoras não deixaram linhas soltas, tem a quantidade certa de suspense e com um final que conseguiu me surpreender.

Apesar dos probleminhas que mencionei acima, gostei muito do livro, a capa é muito chamativa e condizente com a história, e nele as autoras fazem crítica à vários problemas, como o preconceito contra outras etnias e o descaso do governo e das autoridades que fingem não ver os problemas que eles sofrem, o tráfico de pessoas e de armas, terrorismo, pobreza e miséria. Recomendo para quem gosta de suspense e livros que tratam de questões sociais, mas que não esperam por muita ação. É um livro que te faz refletir muito sobre os problemas de um país e como o preconceito pode ser perigoso.

“As noites eram a pior hora no acampamento da Cruz Vermelha. À noite todos ficavam sozinhos.”

Por Amanda Padovan

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24 comentários sobre “Resenha de Morte Invisível

  1. Assim como você também tive problema em me prender na leitura, demorou um poucado também. O livr é ótimo, mas acho que tanto em Morte Invisivel como O Menino da Mala, as autoras pecaram um pouco na enrolação.
    Mas, o assutno do livro é ótimo, elas chama atenção para imagração ilegal etc. Justamente agora que estamos num Mundo complicado com isso

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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  2. Tenho muita curiosidade para ler esse e O Menino na Mala, mas sempre falta alguma coisa para que eu inicie a leitura sabe? Eu teria largado o livro muito antes de chegar na 150, ao contrário de você, não fico me forçando a nada… prefiro largar e tornar a pegar em um momento mais propício para aquele enredo.

    Raíssa Nantes

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  3. Oi, não conhecia o livro ou as autoras, mas a premissa do livro não me cativou, pois ele foge dos gêneros de livros que geralmente leio. Gostei da resenha, mas não leria o livro. Já o livro O Menino na Mala eu tenho curiosidade de ler.
    bjus

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  4. Oi, tudo bom?

    Eu adoro suspenses e thrillers, então acredito que gostaria da leitura de Morto Invisível. Achei a capa muito legal e sua resenha só aumentou minha vontade ler. O tema de xenofobia, terrorismo é bem coerente e bem propício para várias reflexões sobre a atualidade. Parabéns pela resenha! Já está na lista de desejados 😉

    Abraços,
    http://claqueteliteraria.blogspot.com.br/

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  5. Oie !
    Eu ainda não li nenhum dos dois livros, então não sei o que vou achar das tramas. E eu não gosto quando o livro não me conquista no começo, parece que vou ler algo forçado. Mas que bom que depois conseguiu gostar da história.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  6. Pingback: Leituras de Março | Nerdíssimos

  7. Eu li o menino da mala e gostei bastante. Não sabia que elas escreveriam outro livro com a enfermeira, e foi uma grata surpresa saber disso por aqui. Adorei a notícia. Bom saber que apesaar dos problemas foi uma leitura boa pra ti.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  8. Olá,
    Estou com ambos os livros na lista de Desejados para esse ano e espero comprá-los na Black Friday para conhecer mais um pouco das autoras e dos dilemas tratados.
    Pela sua resenha lembrei do livro O Dia Seguinte.

    Parabéns pela resenha.
    Beijos
    poesiaqueencantavida.blogspot.com.br

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  9. Eu não fazia ideia sobre o que era esse livro, apesar de ter visto ele pela internet. É chato quando o autor demora muito pra falar o que realmente interessa e dar andamento à história… mas quando é muito rápido o povo também reclama kkkk não é fácil encontrar a medida certa.

    O bom mesmo é a história ser bem concluída. Deixar perguntas sem serem respondidas é bem desagradável.

    Parece ser uma história bastante interessante, mas no momento estou atrás de ação e movimento, se não a leitura empaca >.< kkkkk

    bjos

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