Quotes de O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares

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“Em comparação com os horrores da Europa Continental, o orfanato que recebera meu avô devia parecer um paraíso, e assim ele transformou suas histórias: um paraíso seguro, de verões sem fim e anjos da guarda e crianças mágicas que, é claro, não podiam voar de verdade nem ficar invisíveis ou erguer pedras. A peculiaridade que as fazia ser caçadas era apenas o fato de serem judias. Eram órfãos de guerra, levados até aquela ilhota por uma maré de sangue. O que os tornava fabulosos não era o fato de terem poderes milagrosos. Escapar dos guetos e das câmaras de gás já era algo milagroso por si só.” Pág. 13

 

“Meus parentes me tratavam como se eu fosse uma frágil herança de família que pudesse se quebrar. Tinham medo de brigar ou mesmo demonstrar irritação diante de mim, temendo que eu desmoronasse.” Pág. 34

 

Quando eu era pequeno, as histórias fantásticas do vovô Portman significavam que era possível viver uma vida mágica. E, mesmo depois que parei de acreditar nele, ainda havia algo mágico sobre meu avô: ter superado todos os horrores que ele superou, ter visto o pior da humanidade e ter a vida desfigurada por causa disso, e sair de toda essa situação como a pessoa honrada e boa e corajosa que eu sabia que ele tinha sido — isso era mágico. Pág. 85

 

“Parte de mim achava que algo muito importante estava prestes a acontecer. A outra parte esperava acordar a qualquer momento, sair deste sonho febril, deste episódio de estresse ou do que quer que fosse, despertando com o rosto em uma poça de baba em uma mesa na copa da Smart Aid e pensando: Bem, isso foi estranho, e então voltar ao entediante e velho negócio de ser eu mesmo.” Pág. 134

 

“Ela riu e saiu correndo para alcançar os outros. Eu não sabia como chamar aquilo que acontecia entre nós, mas estava gostando. Era uma sensação tola, frágil e boa. Guardei a maçã no bolso e fui correndo atrás de Emma. Pág. 184”

“Fui tomar um banho e pensei em Emma. Então escovei os dentes e pensei em Emma e lavei o rosto e pensei em Emma. Depois disso fui para o quarto e peguei do bolso a maçã que ela me dera e a coloquei sobre a mesinha de cabeceira. Como para me assegurar de que ela ainda existia, peguei o celular e comecei a olhar as fotos tiradas naquela tarde.” Pág. 192

Por Amanda Padovan

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