Resenha de O Menino que Desenhava Monstros

O silêncio se torna ameaçador e ruídos inexplicáveis provam que os Keenan não estão sozinhos. 

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Autor: Keith Donohue      Editora: DarkSide Books

Sinopse:

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Jack é um garotinho que tem a síndrome de Asperger, por isso é uma criança fechada e que evita contato físico com os outros, até mesmo com Tim e Holly , seus pais.
Quando era mais novo passou por uma situação traumática, ele e Nick, seu melhor amigo, quase se afogaram no mar e sua situação piorou,  depois disso o garoto ficou com pavor de sair de casa, até suas consultas médicas são momentos difíceis.

Os pais tentam criá-lo da melhor maneira possível, sua mãe trabalha fora e o pai fica para cuidar dele em tempo integral, mas a dificuldade de relacionamento e comunicação com o filho acabam criando problemas familiares.

Tim acha que Jack, ou Jip, como gosta de chamá-lo, vai melhorar, já Holly quer encontrar alguma ajuda, pois tem medo que a situação piore conforme o menino for crescendo.

“Há alguns anos, quando diagnosticaram Jack, Holly mal conseguia pronunciar o nome do distúrbio; ela foi inundada por um oceano de orações, cujo nível só baixou com o tempo, quando o garoto ficou pior, não melhor” Pág. 73

Nick visita Jack com frequência e uma das atividades favoritas dos dois é desenhar, Jip tem uma preferência por desenhar monstros e as coisas ficam mais difíceis quando ele começa a dizer que consegue vê-los também, às vezes, embaixo da cama, outras ao redor de casa. Obviamente a família não acredita, mas quando o pai começa a ver uma criatura estranha rondando a casa e a mãe começa a ouvir vozes, percebem que o problema pode ser muito maior do que imaginavam.

Achei a família, apesar dos problemas, muito unida, no desenrolar da história descobrimos que o quase afogamento não foi o único evento traumatizante para eles, o casamento já passou por outros obstáculos, mas mesmo assim estão juntos e tentando fazer o melhor para todos. O Tim é um pai maravilhoso, sempre preocupado, mas seu maior problema é não ver que talvez o filho realmente precise de outros cuidados, acho que, às vezes ele imagina que tudo melhorará como que por mágica. Holly é uma mulher forte, em nenhum momento achei que não gostasse de Jack, mesmo sendo mais fria que Tim, consegui sentir que ela realmente se preocupava com o futuro do menino.

“Por que Jip tinha de se afastar tanto às vezes? Amar de longe é muito mais difícil quando se trata do próprio filho. E Tim amava Jip com uma força que o surpreendia nesses momentos calmos. Ainda assim, amaldiçoava os médicos e terapeutas, desejando, um milhão de vezes, ter um filho diferente.” Pág. 144

O Menino que Desenhava Monstros não é um livro que vai te dar sustos ou não te deixar dormir a noite, mas vai te fazer pensar sobre seus medos e é um livro que vai te surpreender, aliás, QUE FINAL! Eu realmente não imaginava que ia acontecer aquilo, depois fiquei me perguntando: Como não pensei nisso?

A edição da DarkSide como sempre está maravilhosa! A capa dura é um encanto de tão linda, as páginas são grossas e amareladas, a fonte é confortável para a leitura, impecável como sempre.

Então, se está interessado em um livro de terror leve, com a delicadeza de uma história de criança, indico O Menino que Desenhava Monstros, tenho certeza que não irá se arrepender.

“Não é uma fase, Tim. Não é só mais um maldito capítulo, é todo o resto da história.” Pág. 175

Por Amanda Padovan

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7 comentários sobre “Resenha de O Menino que Desenhava Monstros

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