Resenha de Joyland – Stephen King

Um pequeno conselho: não se aventure na roda-gigante em uma noite chuvosa.

img_6112Autor: Stephen King              Editora: Suma de Letras

Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Joyland é um parque de diversões pequeno e antigo, então nada mais normal do que carregar uma história assustadora, né?! A lenda desse parque é que o trem fantasma é assombrado pelo espírito de uma garota que foi morta lá há muito tempo.

“Quando se trata do passado, todo mundo escreve ficção.” Pág. 33

Devin Jones, um universitário que começa a trabalhar temporariamente no parque, fica sabendo da história e o interesse aumenta quando descobre que o assassinato realmente aconteceu lá e até o momento não foi solucionado. Será que o parque é assombrado de verdade? O jovem fica ainda mais intrigado quando a “vidente” do parque diz que duas crianças cruzarão seu caminho e que uma delas terá um dom especial. Qual será o papel dessas crianças em sua vida? Além de tudo isso, Devin está lidando com o término dramático com sua namorada.

“Ela não queria mais saber de mim, mas eu não conseguia me imaginar não querendo saber dela.” Pág. 74

Adorei como o autor nos faz “entrar” no mundo dos parques de diversões, usando até mesmo uma linguagem específica de parques, também gostei do protagonista, achei o Devin inteligente e é visível o seu amadurecimento durante a história.

Outro ponto legal foi que o Stephen King conseguiu me surpreender com o final, meu palpite estava errado e não imaginava que aconteceria o que aconteceu.

Enfim, Joyland é um livro com uma pegada de mistério, um pouco de sobrenatural, suspense policial e até mesmo um pouco de drama, então se está esperando um livro de terror, característico do King, é melhor escolher outro, mas se procura uma leitura envolvente e rápida, já que o livro tem apenas um pouco mais de 200 páginas, ele é uma ótima escolha! A edição está super bonita, a Suma de Letras arrasou na capa, é linda, no estilo vintage que está muito ligado com a história.

“As pessoas pensam que o primeiro amor é fofo e que fica ainda mais fofo depois que passa […] No entanto, essa primeira mágoa é sempre a mais dolorosa, a que demora mais para cicatrizar e a que deixa a cicatriz mais visível. o que há de fofo nisso?” Pág. 7

Por Amanda Padovan

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s