Resenha de O Caso dos dez negrinhos

Autora: Agatha Christie
Sinopse:
Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?

Depois de ouvir muito sobre a autora e de muita gente ficar chocada por nunca ter lido nenhum de seus livros, finalmente li uma obra de Agatha Christie!! Aeeee!!

Bom, já posso dizer que minhas expectativas eram bem altas, né?! Afinal, todos me diziam que ela era a rainha do crime, e já que adoro esse tipo de livro, iria adorá-la!
O livro começa com várias pessoas viajando com destino a uma ilha depois de receberem um convite de um conhecido. Entre convidados e empregados, dez pessoas se hospedam na casa.
E logo na primeira noite são pegos de surpresa por uma gravação que acusa a cada um deles de um crime, por não se conhecerem, ninguém sabe até que ponto o que foi dito na gravação é verdade e quando mortes começam a acontecer entre eles, ninguém mais sabe em quem pode confiar.
A história se desenvolve em torno de um poema infantil que está na parede do quarto de cada hóspede:
“Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou e então ficaram nove. Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, e então ficaram oito. Oito negrinhos vão a Devon de charrete; Um não quis mais voltar, e então ficaram sete. Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis Que um deles se corta, e então ficaram seis. Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco; A um pica uma abelha, e então ficaram cinco. Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares; Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares. Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez. O arenque defumado, e então ficaram três. Três negrinhos passeando no Zoo. E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois. Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum; Um deles se queimou, e então ficou só um. Um negrinho aqui está a sós, apenas um; Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.”
Uma trama envolvente, cheia de suspense e mistério, realmente a autora é incrível, a leitura é muito rápida e quando eu começava a desconfiar de alguma personagem a autora dava um jeito de me mostrar que eu estava terrivelmente errada, até tentei descobrir quem era o assassino, mas não cheguei nem perto. Então se você gosta de um bom mistério, ou romance policial, leia esse e me conte se conseguiu acertar quem era o assassino! Duvidoo! 😀
Ah! Vocês não vão encontrar mais esse livro com esse nome, atualmente encontrarão como “E não sobrou nenhum”, mudaram para evitar acusações de racismo.
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Resenha de Pequenas Grandes Mentiras

Autora: Liane Moriarty                  Editora: Intrínseca

Sinopse:

Depois do sucesso de O segredo do meu marido, a autora australiana Liane Moriarty apresenta um livro ousado sobre as perigosas meias verdade que contamos a nós mesmos para sobreviver.

Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.

Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?

Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.

Madeleine é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.

Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.

Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.

Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Pequenas Grandes Mentiras começa com uma morte em um evento de uma escola, mas não revela quem morreu, relata alguns meses antes, até o dia do acidente ou assassinato.

A história acontece principalmente na Escola Pública de Pirriwee, é onde Madeleine, Jane e Celeste constroem uma amizade que as ajuda a passar por dezenas de problemas pessoais. Madeleine sofre, pois foi deixada pelo marido quando Abigail, sua filha mais velha, era apenas um bebê, ela reconstruiu sua vida, casou-se de novo e teve mais dois filhos, mas odeia o fato de seu ex-marido também ter se casado novamente e parece ser um pai fantástico para Skye, filha de seu novo casamento, além disso, Abigail parece ter perdoado o pai e amar a madrasta, Bonnie. Já Celeste é linda, tem um marido lindo e rico, uma vida que dá inveja a muita gente na cidade, ela teve dificuldade para engravidar, mas conseguiu ter seus dois filhos, os gêmeos que são muito muito bagunceiros e só o pai, Perry, consegue domá-los. Jane é mãe solteira e o pai de Ziggy é um grande mistério tanto para o menino, quanto para a família e amigos da garota.

“Tudo em volta dela era colorido: de cores fortes e vibrantes. Ela era a única coisa sem cor na casa inteira.”

No primeiro dia da escola Ziggy é acusado de bullying e Jane, que tinha se mudado procurando uma vida melhor e mais tranquila para ela e seu filho, se vê a ponto de desistir de tudo e são as amigas, agora inseparáveis, Madeleine e Celeste que a ajudam a passar por tudo, pelos problemas na escola e pelos falatórios e olhares de outros pais.

Em cada capítulo a autora incluiu trechos do depoimento que vários pais e pessoas da escola dão a polícia, o que muitas vezes acaba trazendo humor ao livro, devido aos comentários engraçados e interpretações diferentes da mesma cena.

“— Eu mentiria por você — disse Celeste. — Sei mentir.
— Eu sei que você sabe. — Os olhos de Bonnie estavam brilhando. — Acho que você
deve ser muito boa nisso também. — Ela deu um passo para a frente e pôs a mão no braço de Celeste. — Mas agora você pode parar. “

Em Pequenas Grandes Mentiras,  Liane Moriarty conseguiu reunir humor, suspense, aventura e emoção, além de discutir temas como bullying, violência doméstica e dramas familiares. Leitura mais que recomendada!!

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E pra quem não sabe, a HBO produziu uma série baseada no livro e ficou incrível, o elenco conta com Nicole KidmanReese Witherspoon e Shailene Woodley, além do lindíssimo Alexander Skarsgard.

Por Amanda Padovan