Resenha de Quando dois corações se encontram – Clara Benício

Autora: Clara Benício           Editora: Jangada
Sinopse: Yasmin é uma garota romântica que vive em Fortaleza, até que um dia, por acaso, conhece Sam, um homem encantador. Foi amor à primeira vista. Porém, no auge desse amor, acontece uma tragédia que a deixa em uma profunda depressão. Quando ela já havia perdido as esperanças de ser feliz novamente, uma reviravolta acontece. “Quando dois corações se encontram” traz a história de uma mulher que precisa vencer os fantasmas do passado se quiser reencontrar a felicidade.
O livro conta a história de Yasmin, uma garota jovem, muito ligada a sua família, especialmente a sua irmã Melissa, que é sua melhor amiga e confidente. Além disso, ela tem seu grande amigo Talles, que está sempre com ela e com quem pode contar.
“… A amizade é assim mesmo: o amor mais puro, que existe em completa harmonia mesmo nas diferenças, entre pessoas com propósitos de vida distintos, porém semelhantes na alma e no coração.” Pág. 21
A garota tem uma vida feliz, mas nunca se apaixonou, nunca sentiu aquele friozinho na barriga nem as borboletas no estômago, ou aquela conexão que te faz sentir que achou a pessoa certa, até que conhece Sam. Ela o encontra em uma floricultura quando vai escolher as flores para as bodas de seus pais, um golpe do destino, já que foi até lá a pedido da irmã e Sam só estava lá para ajudar uma amiga, mas o encontro dos dois é emocionante. Eles simplesmente sentem uma conexão incomum, logo no primeiro momento.
A partir daí as coisas fluem tão bem que em pouco tempo estão casados e tudo é como eles sonharam, eles são tudo um para o outro, os anos passam e o casamento só melhora, o amor só cresce e se fortalece. Mas como nem tudo são flores, quando o casal estava vivendo um momento ainda mais especial, a vida de Yasmin desaba de uma forma que ela não sabe mais se conseguirá se reerguer, sua vida de sonho simplesmente virou um pesadelo.
A protagonista precisa achar uma forma de curar suas feridas e recomeçar a sua vida e tudo só será possível com a ajuda de sua família, seu melhor amigo e de um diário de viagem.
“Obrigada por não desistir de mim, quando eu mesma quase desisti.” Pág. 151
A história de vida da protagonista é linda, apesar dos momentos de tristeza, sua força e capacidade de renascer das cinzas é admirável. Mostra também como é importante buscar ajuda em momentos difíceis, como o apoio de familiares e amigos pode dar um novo rumo a vida e uma nova visão sobre os problemas.
Fiquei encantada com a história criada pela autora, a única coisa que dificultou a minha conexão com o livro, principalmente no início, foi o tipo de linguagem da protagonista, achei um pouco exagerado o carinho e delicadeza dos diálogos, um pouco irreal na minha opinião, não sei se em algumas famílias as pessoas se tratam assim, mas aqui no interior de São Paulo nunca vi! Hahahaha Ficou difícil imaginar alguém falando desse jeito no dia a dia.
Dois exemplos:
“- Obrigada, minha irmã. Eu amo você, sabia?
– Sabia, sim, linda… E eu também te amo.” Pág. 26
“- A senhora está linda, mamãe!
…- Obrigada, minhas filhas queridas – disse mamãe, emocionada e com lágrimas nos olhos. – Vocês também estão lindas e são meus grandes tesouros nesta caminhada com seu pai, os principais motivos dessa comemoração, frutos do nosso amor.” Pág. 28
É claro que não é um problema, afinal, o livro tem bem essa pegada emocional, quando me acostumei com isso a leitura fluiu muito melhor.
No começo de cada capítulo tem um trecho de uma música e achei essa playlist uma ótima ideia pra conectar o leitor com o livro.
Quando dois corações se encontram é emocionante, te faz rir, se encantar e chorar com as personagens, que tem momentos de extrema fofura e drama intenso. Um livro sobre perdas, recomeços, família e amizade.
“…É possível mudar o foco, entender a dor, senti-la até o limite das forças, até que não se tenha mais nada para sentir, nem lágrimas para chorar, para então, por fim, mudar.” Pág. 06

Resenha de Identidade Roubada

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Autora: Chevy Stevens            Editora: Arqueiro

Sinopse:

Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

No final de um plantão fraco, a corretora Annie O’Sullivan já está se preparando para ir embora quando encontra um senhor muito simpático que parece interessado na casa, porém sua felicidade logo se transforma em pavor, quando ela percebe que esse cara é na verdade um maníaco que a sequestra.

Annie é levada para um chalé em um lugar isolado e é nesse cativeiro que vive o pior ano da sua vida. Lá é estuprada e espancada inúmeras vezes, além de ser obrigada a seguir um rígido horário, suas idas ao banheiro e tarefas diárias são cronometradas e por qualquer descuido recebia um horrível castigo.

“Mas a merda não apenas acontece. Ela derruba e esmaga você no chão, porque somos idiotas o bastante para acreditar em sombra e àgua fresca.”

Depois de sofrer por um ano, Annie consegue fugir, mas os traumas e lembranças não a deixam viver em paz.

A história é intensa, triste e chocante, é narrada através das sessões de terapia e intercala a época do sequestro e seu momento atual e o pesadelo da protagonista não acabou depois da fuga, ainda terão algumas revelações que surpreendem e assustam a qualquer um.

O livro é impressionante e me deixou morrendo de vontade de ler outros da autora, o mais assustador é que poderia ser uma história real, afinal já vimos dezenas de casos do tipo, né? É horrível imaginar que uma pessoa pode ter sentido tudo o que a protagonista sentiu e passar pelo que ela passou, mas a força dela, mesmo com todos os traumas, com a imprensa que não dá descanso e os problemas entre Annie e sua mãe e namorado, ela consegue ser corajosa.

Então, se você gosta de histórias emocionantes e tensas e não se abala facilmente com histórias cruéis, recomendo a leitura de Identidade Roubada!

“Talvez eu devesse sair por aí distribuindo folhetos: Ainda desaparecida. Aquele rosto sorridente pertencia à mulher que eu era, não à mulher que sou agora.”

Por Amanda Padovan

 

Resenha de Esc@ndalo

Amor proibido, privacidade devassada e vidas em jogo: um Romeu e Julieta de nossos dias.

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Autora: Therese Fowler                                                               Editora: Novo Conceito

Eu comprei o livro Esc@ndalo sem nem ter lido a sinopse, aproveitei uma promoção das Americanas, me apaixonei pela capa sim, sou dessas e gostei ainda mais quando li que era um Romeu e Julieta da nossa época, então resolvi levar.

Vamos dar uma olhadinha na sinopse:

Amelia Wilkes tem um pai rigoroso que não permite que ela namore, mas isso não a impede de viver um romance secreto com o cativante Anthony Winter. Desesperadamente apaixonados, os dois sonham uma vida juntos e planejam contar tudo sobre seu amor aos pais de Amelia… Mas só depois que ela completar dezoito anos — e for legalmente reconhecida como adulta. No entanto, a paixão do casal é exposta mais cedo do que o previsto… Eles são jovens, andam grudados aos seus celulares e postam todo tipo de informação — inclusive aquelas informações mais particulares, que só deveriam dizer respeito a eles mesmos — até que o pai de Amelia encontra fotos de Anthony, nu, no computador de sua filha. Poucas horas depois, Anthony é preso. Apesar dos protestos de Amelia, seu pai usa de todo o poder e influência entre os policiais, e entre os meios de comunicação, para transformar Anthony em um pervertido que caçava sua inocente filha. De mãos atadas, cabe aos dois apaixonados arriscar uma última saída, ousada e perigosa, e apagar a acusação de sexting que Anthony recebeu.

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Resenha de Reconstruindo Amelia

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Autora: Kimberly McCreight                               Editora: Arqueiro

Reconstruindo Amelia era um livro bem procurado na livraria em que eu trabalhava, o que me deixou bem curiosa com a história e depois de ler a sinopse entendi o porquê da procura, e então o livro foi pra minha wishlist. Olha a sinopse:

Kate Baron, uma bem-sucedida advogada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição? Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas. Amelia está morta. Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia. Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora? Suas convicções sobre a tragédia e a própria filha estão prestes a mudar quando, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular: Amelia não pulou. Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.

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Resenha de Diga aos lobos que estou um casa

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Diga aos lobos que estou em casa é um livro que me surpreendeu, se me perguntassem, quando comecei a ler, quais eram minhas primeiras impressões eu responderia que é um livro estranho. Acho que não estava preparada para a intensidade da história, mas aos poucos fui mudando minha opinião conforme a história se desenrolava e fui percebendo a delicadeza com que a Carol Rifka Brunt aborda assuntos considerados pesados, como AIDS, homossexualidade e amores constrangedores. Mas, vamos à sinopse:

1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com sua irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sensível que fala do amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.

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