Resenha de O Perfume da Folha de Chá

Autora: Dinah Jefferies            Editora: Paralela

Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.
Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita

Nesse romance de época, Gwen é uma jovem recém-casada totalmente apaixonada pelo marido, dono de uma importante fazenda de chá no Ceilão, por isso a jovem precisa se mudar para o outro lado do mundo, aprender as responsabilidades de uma casa e conviver com funcionários frios que não falam sua língua e que parecem não respeitar sua autoridade e com sua cunhada que tem uma relação conturbada com o casal, além disso, tem que se acostumar a estar sozinha, sem seus pais e sua amada prima.

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Resenha Convite para um homicídio – Agatha Christie

Autora: Agatha Christie

Sinopse:

Durante uma manhã no vilarejo inglês de Chipping Cleghorn, um anúncio no jornal convida à todos para presenciar um homicídio. Pensando ser apenas um jogo de detetive, os vizinhos comparecem em peso. Em meio a passados e jogos de aparências, o cenário descortinado busca revelar que ninguém é o que parece ser. Para resolver o mistério, a polícia conta com Miss Jane Marple. Por trás dos cabelos brancos e das agulhas de tricô, a velhinha tem conhecimento do ser humano e das atrocidades de que ele é capaz.

A história começa no calmo vilarejo de Chipping Cleghorn, quando em uma manhã um estranho anúncio aparece no jornal, é um convite, mas não para uma festa e sim para um homicídio. Curiosos, mas pensando se tratar de um jogo de detetive, muitos vizinhos aparecem, o que eles não esperavam era que alguém realmente morreria naquela tarde.

Com poucas pistas e muitos suspeitos, a polícia recorre a ajuda de Miss Jane Marple para resolver o caso e vão descobrir que ninguém é quem parece ser.

Convite para um homicídio é um livro cheio de mistério e reviravoltas, daqueles que você cria 1001 suposições em sua cabeça para ver que nenhuma delas estava certa. A leitura flui muito bem e se torna muito rápida. Mais uma vez a rainha do crime Agatha Christie me surpreendeu, já virei fã!!!

Por Amanda Padovan

Resenha – Tartarugas até lá embaixo – John Green

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Autor: John Green              Editora: Intrínseca

Sinopse:

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo. A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Finalmente um dos meus autores preferidos, lança mais um livro, depois de anos! Em sua obra mais recente, John Green conta a história de Aza Holmes, uma adolescente que além de lidar com os problemas normais dos jovens da sua idade, ela precisa lidar com o TOC (Transtorno obsessivo compulsivo) que a acompanha desde criança.

Quando o pai milionário de um dos seus amigos de infância desaparece, ela e Daisy, sua melhor amiga, decidem ajudar a encontrá-lo e receber uma gorda recompensa. E essa busca se mostra muito mais complexa quando percebe que além de encontrar uma pessoa desaparecida, precisa entender seus sentimentos, lidar com seus problemas, medos e com o TOC.

“O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.” (pág. 28)

Tartarugas até lá embaixo é um livro lindo, mas angustiante também. Ava nos mostra como sua cabeça funciona, como seus medos e pensamentos se tornam um espiral interminável que faz com que só o que consiga pensar seja nos micróbios e bactérias que entram em contato com seu corpo em um simples beijo ou em um almoço, que provavelmente levarão a uma infecção e a morte. Pode parecer bobo, mas na cabeça dela essa possibilidade é real e faz com que todos os seus pensamentos sejam direcionados a isso. E você consegue imaginar como isso é difícil? Como pode fazer a pessoa que convive com isso ter problemas em seus relacionamentos, ou em suas tarefas diárias?

Enfim, apesar do mistério do desaparecimento de uma pessoa, o ponto alto do livro é a luta diária da protagonista para conviver com o TOC e mesmo assim manter uma vida boa com sua família, amigos, escola. Ah, e sabem quem convive com o TOC?? O próprio autor! John Green sofre com o transtorno e viu no livro a possibilidade de expressar o que sentia.

Preciso dizer mais alguma coisa? Não né? Tartarugas até lá embaixo é um livro emocionante e encantador, um dos meus preferidos do autor, já foi pra minha lista de favoritos da vida!!! Ah, e vocês vão entender o porquê do título do livro durante a leitura! 😀

“No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.” (pág. 228)

Por Amanda Padovan

Resenha de O Caso dos dez negrinhos

Autora: Agatha Christie
Sinopse:
Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?

Depois de ouvir muito sobre a autora e de muita gente ficar chocada por nunca ter lido nenhum de seus livros, finalmente li uma obra de Agatha Christie!! Aeeee!!

Bom, já posso dizer que minhas expectativas eram bem altas, né?! Afinal, todos me diziam que ela era a rainha do crime, e já que adoro esse tipo de livro, iria adorá-la!
O livro começa com várias pessoas viajando com destino a uma ilha depois de receberem um convite de um conhecido. Entre convidados e empregados, dez pessoas se hospedam na casa.
E logo na primeira noite são pegos de surpresa por uma gravação que acusa a cada um deles de um crime, por não se conhecerem, ninguém sabe até que ponto o que foi dito na gravação é verdade e quando mortes começam a acontecer entre eles, ninguém mais sabe em quem pode confiar.
A história se desenvolve em torno de um poema infantil que está na parede do quarto de cada hóspede:
“Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou e então ficaram nove. Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, e então ficaram oito. Oito negrinhos vão a Devon de charrete; Um não quis mais voltar, e então ficaram sete. Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis Que um deles se corta, e então ficaram seis. Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco; A um pica uma abelha, e então ficaram cinco. Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares; Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares. Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez. O arenque defumado, e então ficaram três. Três negrinhos passeando no Zoo. E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois. Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum; Um deles se queimou, e então ficou só um. Um negrinho aqui está a sós, apenas um; Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.”
Uma trama envolvente, cheia de suspense e mistério, realmente a autora é incrível, a leitura é muito rápida e quando eu começava a desconfiar de alguma personagem a autora dava um jeito de me mostrar que eu estava terrivelmente errada, até tentei descobrir quem era o assassino, mas não cheguei nem perto. Então se você gosta de um bom mistério, ou romance policial, leia esse e me conte se conseguiu acertar quem era o assassino! Duvidoo! 😀
Ah! Vocês não vão encontrar mais esse livro com esse nome, atualmente encontrarão como “E não sobrou nenhum”, mudaram para evitar acusações de racismo.

Resenha Jogo de Espelhos – Cara Delevingne

O que você vê quando se olha no espelho?

Autora: Cara Delevingne e Rowan Coleman             Editora: Intrínseca

Sinopse:

Naomi, Rose, Leo e Red são adolescentes enfrentando aquela fase em que se relacionar no colégio é tão difícil quanto encarar os próprios problemas. Red tem uma mãe alcoólatra e um pai ausente; o irmão de Leo está na prisão; Rose usa sexo e drogas para mascarar traumas antigos e Naomi se esconde atrás de peruca e maquiagem pesada.
Quatro adolescentes tão diferentes viram melhores amigos quando são obrigados a formar uma banda. O que era uma tarefa chata vira a famosa e popular Mirror, Mirror. Através da música, eles encontram um caminho para encarar o mundo de outra forma.
Mas tudo desmorona quando Naomi some misteriosamente e é encontrada, dias depois, entre a vida e a morte. O acidente desestrutura a banda e, consequentemente, a vida de todos. A sólida relação de amizade que eles achavam estar construindo tinha uma rachadura, e tudo o que restam são dúvidas e vazios. O que aconteceu com Naomi? Foi um acidente ou um ataque? Por que ela fugiria e deixaria a banda para trás? Por que esconderia segredos dos seus melhores amigos? Para desvendar o mistério por trás dessa história, Red e os amigos entram em uma investigação que vai desenterrar seus próprios segredos obscuros e fazê-los confrontar a diferença entre o que eles realmente são de verdade e a imagem que passam para o mundo.
Em seu romance de estreia, a modelo e atriz Cara Delevingne revela mais um talento ao apresentar um olhar fresco e sagaz sobre questões atuais da juventude: amizade, bullying, identidade, gênero, transtornos emocionais, a influência perigosa das mídias sociais nas relações e o poder destruidor da imagem.

O livro conta a história de 4 adolescentes, Red, Leo, Rose e Naomi, juntos eles formam a banda Mirror, Mirror e fazem sucesso entre os jovens, mas tudo muda quando Naomi desaparece e fica ainda pior quando a encontram desacordada e muito machucada. Com a amiga entre a vida e a morte, o grupo se junta para tentar descobrir o que aconteceu com a amiga, será que foi um acidente? Será que ela tentou suicídio? Ou pior ainda, será que alguém fez isso com ela?

“Eu me inflei como um balão por causa deles, eu me transformei em esqueleto por causa deles, e nada mudou. A não ser eu.” Pág. 49

E Jogo de Espelhos, além de ver a luta para descobrir o que aconteceu com Naomi, vemos a luta diária desses garotos para passar pelos problemas da adolescência e os que têm em casa. Pais alcoólatras, adúlteros, que não os enxergam, problemas financeiros, bullying, estupro, são só alguns dos obstáculos que esses jovens têm que enfrentar.

A leitura é rápida, fácil e envolvente, com drama e suspense na dose certa e personagens cativantes, um livro que me surpreendeu demais e que recomendo muito a leitura!

“É só o que eu quero, mãe, é me sentir bem sendo quem eu sou e amar quem meu coração escolher. Não quero magoar nem causar repulsa em ninguém. Eu só quero ser eu mesma.” Pág. 225

Por Amanda Padovan

Resenha de Procura-se um marido

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Autora: Carina Rissi                         Editora: Verus

Sinopse:

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.

Em Procura-se um marido, Alicia é uma jovem cheia de vida, muito alegre, mas totalmente irresponsável. Desde que perdeu os pais, a menina vive com o avô Narciso, o único que restou de sua família e com quem se dá muito bem, porém a maior reclamação dele é que Alicia só se mete em confusão, não respeita horários e é completamente imatura.

Após a morte de seu avô, a jovem se vê sozinha e pra piorar sem dinheiro, já que em uma cláusula do testamento Seu Narciso deixa claro que a neta só receberá a herança quando se casar, já que é muito imatura. A partir daí, Alicia começa a planejar um jeito de burlar o testamento, pois ela não pretende se casar tão cedo e um marido de aluguel parece ser a melhor saída para seus problemas! Mas, será que é tão fácil assim achar um bom candidato para esse cargo?

“Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso, você precisa ver o que não está visível.”

Mais um livro da diva Carina Rissi que já comecei cheia de expectativas e ela não me decepcionou! Procura-se uma marido é uma história linda, é impossível não se emocionar com a tristeza causada pela morte do vô Narciso a a falta que ele faz na vida da protagonista, é inevitável se apaixonar pelo casal da história, e é impossível não rir com as confusões que eles se metem e torcer para que tudo dê certo no final. A história é meio clichê? Claro! Hahahaha Mas os personagens são tão apaixonantes e o livro é tão envolvente que mesmo já imaginando o rumo da história não conseguimos parar de ler e devo confessar, apesar de amar livros com histórias originais e diferentes, meu coração se derrete nesses romances fofinhos!

Leitura mais que recomendada e estou cada vez mais apaixonada pela escrita da Carina Rissi!

“Eu achava que sabia o que era amar. Então você apareceu, transformou minha vida num inferno e fez minhas convicções e certezas ruírem.”

Por Amanda Padovan

Resenha de Conversando com os Espíritos

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Autor: James Van Praagh     Editora: Sextante

Com a rara habilidade de interligar o mundo físico e o espiritual, James Van Praagh proporciona imenso conforto àqueles que perderam seus entes queridos, trazendo mensagens inspiradoras e desvendando os mistérios da vida após a morte. Em Conversando com os espíritos, você conhecerá histórias de pessoas que, com a ajuda do autor, conseguiram fazer contato com parentes mortos e deram novos rumos a suas vidas – como a mãe que ouviu do filho um pedido de desculpas pelo próprio suicídio e o reencontro de um homem com sua esposa falecida, no quinquagésimo aniversário de casamento. Além de surpreendentes relatos como esses, Van Praagh conta a sua jornada em busca do autoconhecimento. Ainda na juventude, ele descobriu a capacidade de se comunicar com os mortos. Aqui ele revela como conseguiu aperfeiçoar seus dons para dar início à carreira como médium. Com ensinamentos e depoimentos comoventes, o autor nos ajuda a lidar com a dor da perda, ensinando técnicas para desenvolver o sexto sentido, conhecer nossos espíritos-guias e identificar os sinais que vêm do outro lado. Abra seu coração e deixe este livro mudar para sempre a sua maneira de encarar a vida – e a morte.

Já falei aqui sobre minha vontade de ler um pouco mais sobre o espiritismo e que uma das minhas metas desse ano é exatamente essa, ler mais livros sobre o tema. E um dos escolhidos foi Conversando com os espíritos, um livro que já vi muitas vezes no tempo em que trabalhava em livraria e que sempre me chamou a atenção.

Em seu livro, James Van Praagh conta um pouco seu crescimento e aprendizagem na mediunidade, além disso, fala sobre travessias mais traumatizantes, como acidentes, doenças graves como a AIDS e suicídio. Para facilitar o entendimento o autor exemplifica cada tópico com situações que viveu e sessões que participou, especialmente de pessoas que precisavam muito de sua ajuda, precisavam saber que a pessoa estava bem, mesmo que não mais no plano material. Os relatos são tão bonitos que chegam a  emocionar.

Encontrei algo mais rico e profundo em que acreditar – Deus. E não era o Deus que se sentava em um trono nos céus ou o filho de Deus crucificado. Era o Deus de amor que habitava dentro de mim.

Acho que o livro pode ajudar muito quem sofreu alguma perda na família, ou entre os entes queridos, pois nos ajuda a ver que apesar de sofrermos bastante com a perda, não é o fim, a pessoa ainda vive no plano espiritual e em determinado momento o reencontro acontecerá.

[…] nossa vida presente é uma compilação de nossos pensamentos do passado, de nossas ações e atos, tenham sido positivos ou negativos. Tudo isso trazemos conosco para este mundo.

Por Amanda Padovan

Resenha de Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

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Autor: Jennifer Niven        Editora: Seguinte

Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Por lugares incríveis conta a história de dois jovens. Violet é uma menina normal, cheia de sonhos, gosta de festas, diversão e é apaixonada pelo cara perfeito. Porém sua vida muda quando sofre um acidente de carro com sua irmã, ela sobrevive, mas sua irmã não, e desde então vive se sentindo culpada. Theodore Finch sempre sofreu de depressão, passa longos períodos sozinho, sem contato com a família e amigos, e esse é um dos motivos de ser perseguido na escola, é conhecido como esquisitão e aberração.

Esses dois jovens se unem por uma vontade em comum, os dois vão para a torre da escola, e estão prontos para pular, mas não imaginavam encontrar um ao outro na mesma situação, e nesse momento se ajudam a sair dali.

“Não é culpa sua. E ficar pedindo desculpa é perda de tempo. Você tem que viver sem arrependimentos. É mais fácil fazer a coisa certa desde o início pra que não tenha que pedir desculpas depois.”

A partir daí Violet não sai da cabeça de Finch e um projeto escolar que tem o objetivo de visitar lugares incríveis de seu estado pode uní-los ainda mais.

O livro alterna entre a narração de Violet e Finch, achei a jovem mais fácil de entender, acho que sua dor, sua culpa, suas emoções são expostas de forma mais clara, já Finch é um pouco mais complicado, a confusão de emoções e a dor do menino são bem complexas, mas não acho isso um defeito, para mim só deixa o livro mais real, porque imagino que seja assim a depressão, uma confusão de sentimentos, emoções e dor.

A história é linda e emocionante, a ajuda que encontraram um no outro, a esperança de encontrar alguém que entenda seus sentimentos e partilhe sua dor, o companheirismo que demonstram, tudo só nos dá mais e mais coisas para refletir. Além disso, Jennifer mostra que a depressão é uma doença como todas as outras e precisa de cuidados, especialmente da família e amigos.

“Não desapareci. Me encontrei.”

Por lugares incríveis não é aquele tipo de livro que a história é um mar de rosas, que tudo dá certo e todos são felizes para sempre, é uma história que se assemelha com a vida real, onde todo mundo tem problemas, onde acidentes acontecem, coisas ruins acontecem e muitas vezes a superação é necessária, uma leitura emocionante, que provavelmente lhe renderá lágrimas e sorrisos, e que vai conquistar seu coração!

“Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa.”

 

Por Amanda Padovan

Resenha de Em Busca da Espiritualidade – James Van Praagh

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Autor: James Van Praagh                      Editora: Sextante

Sinopse:

Em busca da espiritualidade revela os mistérios do mundo espiritual e do processo de reencarnação, mostrando o que acontece na morte e como a alma escolhe o seu renascer.

Reunindo histórias verdadeiras de comunicação após a morte, Van Praagh oferece as chaves para promover nosso crescimento espiritual e de nossos filhos.

Esses tocantes relatos demonstram que até mesmo as cicatrizes emocionais podem ser curadas e que somos capazes de redescobrir nossa natureza espiritual, alcançando a autoconsciência e elevando a autoestima.

Neste livro inspirador e poderoso, Van Praagh ensina exercícios e meditações para nos ajudar a manter o equilíbrio e transformar a vida em uma existência de força, alegria e amor. Em busca da espiritualidade é uma celebração da nossa própria divindade.

Sempre tive curiosidade de ler os livros do James Van Praagh, gosto muito de ler sobre espiritualidade e decidi que essa será uma meta desse ano, ler mais sobre o tema.

Decidi começar com Em busca da Espiritualidade, um livro curtinho e com a leitura bem fácil e rápida. O autor fala sobre a espiritualidade, reencarnação, morte e o plano espiritual. Além disso, James Van Praag fala sobre meditação e dá algumas dicas de como fazer e mostra sua importância para quem busca a espiritualidade.

“Apesar de, às vezes, acharmos que nossas preces não são ouvidas, elas sempre são. E são respondidas. Depende de nós manter a porta de nossos corações aberta para que a luz encontre nela seu caminho.”

O tema é tratado de modo bem simples e direto, com histórias reais vividas pelo autor. Recomendo para quem tem interesse e está começando a ler sobre o mundo espiritual, pois é uma leitura bem básica, não chegando a se aprofundar sobre o tema, apenas dar uma visão geral, o que é muito bom para os iniciantes. Ainda quero ler os outros livros do autor, mas acho que fiz uma boa escolha ao começar por esse.

“Precisamos apenas entender que a morte é uma porta para a vida eterna e que há mais coisas por vir.”

Por Amanda Padovan

Resenha de A Última Carta de Amor

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Autora: Jojo Moyes        Editora: Intrínseca

Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

A Última carta de amor cruza a história de duas mulheres, Ellie, uma jornalista que está envolvida com um homem casado e que tenta esconder o quanto espera que ele deixe a mulher para que possa ficar inteiramente com ela e Jennifer, que vive no ano de 1960, que acorda em um hospital sem saber como foi parar lá, não lembra de seu marido e nem da sua vida antes do acidente.

A ligação entre as histórias se dá por meio de uma carta que Ellie encontra no depósito do jornal em que trabalha, e que sua chefe quer que descubra a história e escreva uma matéria sobre.

Se tudo o que nos é permitido são horas, minutos, quero ser capaz de gravar cada um deles na memória com perfeita clareza para poder recordá-los em momentos como este, quando minha alma está sombria.”

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