Resenha de Quando dois corações se encontram – Clara Benício

Autora: Clara Benício           Editora: Jangada
Sinopse: Yasmin é uma garota romântica que vive em Fortaleza, até que um dia, por acaso, conhece Sam, um homem encantador. Foi amor à primeira vista. Porém, no auge desse amor, acontece uma tragédia que a deixa em uma profunda depressão. Quando ela já havia perdido as esperanças de ser feliz novamente, uma reviravolta acontece. “Quando dois corações se encontram” traz a história de uma mulher que precisa vencer os fantasmas do passado se quiser reencontrar a felicidade.
O livro conta a história de Yasmin, uma garota jovem, muito ligada a sua família, especialmente a sua irmã Melissa, que é sua melhor amiga e confidente. Além disso, ela tem seu grande amigo Talles, que está sempre com ela e com quem pode contar.
“… A amizade é assim mesmo: o amor mais puro, que existe em completa harmonia mesmo nas diferenças, entre pessoas com propósitos de vida distintos, porém semelhantes na alma e no coração.” Pág. 21
A garota tem uma vida feliz, mas nunca se apaixonou, nunca sentiu aquele friozinho na barriga nem as borboletas no estômago, ou aquela conexão que te faz sentir que achou a pessoa certa, até que conhece Sam. Ela o encontra em uma floricultura quando vai escolher as flores para as bodas de seus pais, um golpe do destino, já que foi até lá a pedido da irmã e Sam só estava lá para ajudar uma amiga, mas o encontro dos dois é emocionante. Eles simplesmente sentem uma conexão incomum, logo no primeiro momento.
A partir daí as coisas fluem tão bem que em pouco tempo estão casados e tudo é como eles sonharam, eles são tudo um para o outro, os anos passam e o casamento só melhora, o amor só cresce e se fortalece. Mas como nem tudo são flores, quando o casal estava vivendo um momento ainda mais especial, a vida de Yasmin desaba de uma forma que ela não sabe mais se conseguirá se reerguer, sua vida de sonho simplesmente virou um pesadelo.
A protagonista precisa achar uma forma de curar suas feridas e recomeçar a sua vida e tudo só será possível com a ajuda de sua família, seu melhor amigo e de um diário de viagem.
“Obrigada por não desistir de mim, quando eu mesma quase desisti.” Pág. 151
A história de vida da protagonista é linda, apesar dos momentos de tristeza, sua força e capacidade de renascer das cinzas é admirável. Mostra também como é importante buscar ajuda em momentos difíceis, como o apoio de familiares e amigos pode dar um novo rumo a vida e uma nova visão sobre os problemas.
Fiquei encantada com a história criada pela autora, a única coisa que dificultou a minha conexão com o livro, principalmente no início, foi o tipo de linguagem da protagonista, achei um pouco exagerado o carinho e delicadeza dos diálogos, um pouco irreal na minha opinião, não sei se em algumas famílias as pessoas se tratam assim, mas aqui no interior de São Paulo nunca vi! Hahahaha Ficou difícil imaginar alguém falando desse jeito no dia a dia.
Dois exemplos:
“- Obrigada, minha irmã. Eu amo você, sabia?
– Sabia, sim, linda… E eu também te amo.” Pág. 26
“- A senhora está linda, mamãe!
…- Obrigada, minhas filhas queridas – disse mamãe, emocionada e com lágrimas nos olhos. – Vocês também estão lindas e são meus grandes tesouros nesta caminhada com seu pai, os principais motivos dessa comemoração, frutos do nosso amor.” Pág. 28
É claro que não é um problema, afinal, o livro tem bem essa pegada emocional, quando me acostumei com isso a leitura fluiu muito melhor.
No começo de cada capítulo tem um trecho de uma música e achei essa playlist uma ótima ideia pra conectar o leitor com o livro.
Quando dois corações se encontram é emocionante, te faz rir, se encantar e chorar com as personagens, que tem momentos de extrema fofura e drama intenso. Um livro sobre perdas, recomeços, família e amizade.
“…É possível mudar o foco, entender a dor, senti-la até o limite das forças, até que não se tenha mais nada para sentir, nem lágrimas para chorar, para então, por fim, mudar.” Pág. 06
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Resenha de O sol também é uma estrela – Nicola Yoon

Um menino, uma menina e o universo.

Autora: Nicola Yoon   Editora: Arqueiro

Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.

Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.

O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Natasha é uma adolescente jamaicana que está ilegalmente nos Estados Unidos, mas que sente que o país é o seu lugar, Daniel é filho de coreanos, mas nasceu nos EUA, muito estudioso e tem o futuro praticamente escolhido pelos pais, porém internamente sonha em ser poeta. O dia que os caminhos desses dois se encontram é apenas um dos mais importantes de suas vidas.

A jovem será deportada com sua família em 12 horas, mas enquanto o horário não chega faz o possível para ficar no país e é nessa correria que conhece Daniel, ele está a caminho de uma entrevista que pode decidir sua carreira e seu futuro. Imediatamente o garoto fica encantado com Natasha e a acompanha por todo o dia. Ele acredita em destino e em amor a primeira vista, ela é cética e acredita na ciência, será que em um único dia o garoto conseguirá mostrar para Natasha que o amor existe e pode ser encontrado quando menos se espera?

” Rob diz que eu não acredito no amor verdadeiro. E está certo. Não acredito.
Mas posso querer acreditar.” Pág. 198

Depois de Tudo e todas as coisas fiquei animada para ler outra obra de Nicola Yoon e quando vi O sol também é uma estrela logo me animei mais ainda. A capa é maravilhosa, simples, mas colorida, os capítulos são curtos e intercalam entre a visão de Daniel e Natasha.
Adorei como a autora fez uma história que acontece em apenas um dia tão completa e cheia de sentimentos, é impossível não se envolver com os personagem, com seus medos, indecisões e inseguranças, assim como é impossível não torcer para vê-los juntos no final. Gostei muito também de como tudo parece interligado na história, quando lerem vão entender do que estou falando.

O sol também é uma estrela é um livro lindo, com um romance fofinho, mas que também fala sobre racismo, sobre a dificuldade que os imigrantes passam, tanto legais quanto ilegais, sobre a pressão que os pais fazem sobre seus filhos. Uma leitura rápida, mas que conquista um pedacinho do coração do leitor.

“A gente nunca deveria tentar uma possibilidade remota. Melhor estudar as chances e tentar a possibilidade provável. Mas, se a remota é a única, é preciso tentar.” Pág. 35

Por Amanda Padovan

Resenha de Entre quatro paredes – B. A. Paris

O casamento perfeito ou a mentira perfeita?
Autor: B. A. Paris                                     Editora: Record
Sinopse:
Grace é a esposa perfeita. Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida. Ela é casada com Jack, o marido perfeito. Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar. Os dois formam um casal perfeito. Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto? Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita.
A vida de Grace parece um sonho, ela tem uma casa grande e bonita, um marido rico, lindo e atencioso, além disso, é uma pessoa cheia de habilidades, desde que decidiu abandonar seu trabalho para se focar em seu casamento passa os dias cuidando da casa, do jardim, pintando e cozinhando. Tudo parece tão perfeito que chega a gerar um pouco de inveja e desconfiança em seu ciclo de amizade, mas será que esposa perfeita é tão feliz quanto parece? 
Quando Grace conheceu Jack não conseguia imaginar o porquê de um homem tão incrível estar solteiro ainda, um advogado famoso que trata de casos de violência contra mulheres, tão bom que nunca perdeu um caso, que além de ser muito atencioso com ela, trata bem Millie, sua irmã com síndrome de Down. E foi por isso que apesar do pouco tempo de relacionamento, ela aceitou o pedido de casamento, o que ela não imaginava é que só conheceria realmente seu marido em sua lua de mel.
“Diante da lembrança, sorrio e desejo desesperadamente que a vida ainda fosse tão simples” Pág. 14
Apesar de sua aparência, Jack é sádico, um homem frio e controlador que sente prazer em ver o medo e dor que causa em sua esposa. É por isso que estão sempre juntos e Grace não atende o telefone e nem a porta da sua casa quando está sozinha, a esposa perfeita na verdade é prisioneira de seu marido. Mas o pior são os planos de Jack para Millie e é isso que Grace precisa evitar a todo o custo.
Já disse o quanto amo suspenses psicológicos né?! E foi por isso que o livro me chamou tanto a atenção, intercalando passado e presente vamos descobrindo pouco a pouco tudo o que Grace passa nas mãos de seu marido psicopata, sentindo seu drama, se emocionando e sentindo o desespero da personagem, é impossível não ficar bolando planos para escapar ou pensar o que faria se estivesse em seu lugar. 
O livro é envolvente e cheio de tensão, o que torna impossível parar a leitura, é daquele tipo que só quando você termina percebe que estava segurando a respiração! Hahahaha Entre quatro paredes é um livro de tirar o fôlego e uma leitura recomendadíssima!
“Eu mal comecei a entender o que Jack sabe desde o início: o medo é o melhor freio de todos.” Pág. 90

Resenha de Lute como uma Garota

60 feministas que mudaram o mundo
Autoras: Laura Barcella e Fernanda Lopes  Editora: Cultrix
Sinopse:
Estamos vivendo novos tempos: a discussão sobre os direitos das mulheres não se concentra mais em grupos específicos e a luta feminista amplia seu debate na sociedade. Da violência contra a mulher à cultura do estupro, uma série de questões é tema de conversas frequentes na mídia e nas redes sociais. Mas como chegamos até aqui? Quem nos ajudou nessa trajetória? “Lute como uma Garota” reúne o perfil de figuras importantes da militância feminista, abrangendo das pioneiras do século XVIII às estrelas pop dos dias de hoje, como Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Oprah Winfrey e Madonna, além de nomes essenciais da luta no Brasil, apresentando um pouco de nossa história. Com prefácio de Mary Del Priore, apresentação de Nana Queiroz e todo ilustrado, “Lute como uma Garota” mostra a força das mulheres.
Recebi o livro no kit de boas-vindas da Pensamento e já tive que começar a ler, né?!
Nunca fui muito ligada nas discussões sobre feminismo, obviamente sempre fui a favor da luta das mulheres por seu espaço e direitos, mas nunca pesquisei muito sobre o assunto e achei um belo pontapé inicial para conhecer figuras tão importantes e que contribuíram tanto …
O livro mostra apresenta um pouco da história, suas grandes realizações e frases marcantes de 60 mulheres, 15 delas brasileiras, que mudaram o mundo com suas ideias, seus feitos e ideais.

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Resenha de O Perfume da Folha de Chá

Autora: Dinah Jefferies            Editora: Paralela

Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.
Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita

Nesse romance de época, Gwen é uma jovem recém-casada totalmente apaixonada pelo marido, dono de uma importante fazenda de chá no Ceilão, por isso a jovem precisa se mudar para o outro lado do mundo, aprender as responsabilidades de uma casa e conviver com funcionários frios que não falam sua língua e que parecem não respeitar sua autoridade e com sua cunhada que tem uma relação conturbada com o casal, além disso, tem que se acostumar a estar sozinha, sem seus pais e sua amada prima.

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Comprinhas do Dia da Mulher Saraiva

Oláaaa!!!

Demorei, mas voltei! E vim pra mostrar que apesar de sumida, a compulsão por livros continua e olha minha última compra:

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A Sutil Arte De Ligar o Foda-Se – De R$ 29,90 por R$ 11,45.

Ainda Sou Eu – De R$ 39,90 por R$ 15,95.

Como Organizar Sua Vida Financeira – De R$ 39,90 por R$ 12,45.

Entre Quatro Paredes – De R$ 34,90 por R$ 14,45.

Fale! De R$ 39,90 por R$ 16,45.

Fazendo meu filme 3 – De R$ 39,80 por R$ 14,95.

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Resenha Convite para um homicídio – Agatha Christie

Autora: Agatha Christie

Sinopse:

Durante uma manhã no vilarejo inglês de Chipping Cleghorn, um anúncio no jornal convida à todos para presenciar um homicídio. Pensando ser apenas um jogo de detetive, os vizinhos comparecem em peso. Em meio a passados e jogos de aparências, o cenário descortinado busca revelar que ninguém é o que parece ser. Para resolver o mistério, a polícia conta com Miss Jane Marple. Por trás dos cabelos brancos e das agulhas de tricô, a velhinha tem conhecimento do ser humano e das atrocidades de que ele é capaz.

A história começa no calmo vilarejo de Chipping Cleghorn, quando em uma manhã um estranho anúncio aparece no jornal, é um convite, mas não para uma festa e sim para um homicídio. Curiosos, mas pensando se tratar de um jogo de detetive, muitos vizinhos aparecem, o que eles não esperavam era que alguém realmente morreria naquela tarde.

Com poucas pistas e muitos suspeitos, a polícia recorre a ajuda de Miss Jane Marple para resolver o caso e vão descobrir que ninguém é quem parece ser.

Convite para um homicídio é um livro cheio de mistério e reviravoltas, daqueles que você cria 1001 suposições em sua cabeça para ver que nenhuma delas estava certa. A leitura flui muito bem e se torna muito rápida. Mais uma vez a rainha do crime Agatha Christie me surpreendeu, já virei fã!!!

Por Amanda Padovan

Resenha – Tartarugas até lá embaixo – John Green

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Autor: John Green              Editora: Intrínseca

Sinopse:

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo. A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Finalmente um dos meus autores preferidos, lança mais um livro, depois de anos! Em sua obra mais recente, John Green conta a história de Aza Holmes, uma adolescente que além de lidar com os problemas normais dos jovens da sua idade, ela precisa lidar com o TOC (Transtorno obsessivo compulsivo) que a acompanha desde criança.

Quando o pai milionário de um dos seus amigos de infância desaparece, ela e Daisy, sua melhor amiga, decidem ajudar a encontrá-lo e receber uma gorda recompensa. E essa busca se mostra muito mais complexa quando percebe que além de encontrar uma pessoa desaparecida, precisa entender seus sentimentos, lidar com seus problemas, medos e com o TOC.

“O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.” (pág. 28)

Tartarugas até lá embaixo é um livro lindo, mas angustiante também. Ava nos mostra como sua cabeça funciona, como seus medos e pensamentos se tornam um espiral interminável que faz com que só o que consiga pensar seja nos micróbios e bactérias que entram em contato com seu corpo em um simples beijo ou em um almoço, que provavelmente levarão a uma infecção e a morte. Pode parecer bobo, mas na cabeça dela essa possibilidade é real e faz com que todos os seus pensamentos sejam direcionados a isso. E você consegue imaginar como isso é difícil? Como pode fazer a pessoa que convive com isso ter problemas em seus relacionamentos, ou em suas tarefas diárias?

Enfim, apesar do mistério do desaparecimento de uma pessoa, o ponto alto do livro é a luta diária da protagonista para conviver com o TOC e mesmo assim manter uma vida boa com sua família, amigos, escola. Ah, e sabem quem convive com o TOC?? O próprio autor! John Green sofre com o transtorno e viu no livro a possibilidade de expressar o que sentia.

Preciso dizer mais alguma coisa? Não né? Tartarugas até lá embaixo é um livro emocionante e encantador, um dos meus preferidos do autor, já foi pra minha lista de favoritos da vida!!! Ah, e vocês vão entender o porquê do título do livro durante a leitura! 😀

“No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.” (pág. 228)

Por Amanda Padovan

Resenha de O Caso dos dez negrinhos

Autora: Agatha Christie
Sinopse:
Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?

Depois de ouvir muito sobre a autora e de muita gente ficar chocada por nunca ter lido nenhum de seus livros, finalmente li uma obra de Agatha Christie!! Aeeee!!

Bom, já posso dizer que minhas expectativas eram bem altas, né?! Afinal, todos me diziam que ela era a rainha do crime, e já que adoro esse tipo de livro, iria adorá-la!
O livro começa com várias pessoas viajando com destino a uma ilha depois de receberem um convite de um conhecido. Entre convidados e empregados, dez pessoas se hospedam na casa.
E logo na primeira noite são pegos de surpresa por uma gravação que acusa a cada um deles de um crime, por não se conhecerem, ninguém sabe até que ponto o que foi dito na gravação é verdade e quando mortes começam a acontecer entre eles, ninguém mais sabe em quem pode confiar.
A história se desenvolve em torno de um poema infantil que está na parede do quarto de cada hóspede:
“Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou e então ficaram nove. Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, e então ficaram oito. Oito negrinhos vão a Devon de charrete; Um não quis mais voltar, e então ficaram sete. Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis Que um deles se corta, e então ficaram seis. Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco; A um pica uma abelha, e então ficaram cinco. Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares; Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares. Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez. O arenque defumado, e então ficaram três. Três negrinhos passeando no Zoo. E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois. Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum; Um deles se queimou, e então ficou só um. Um negrinho aqui está a sós, apenas um; Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.”
Uma trama envolvente, cheia de suspense e mistério, realmente a autora é incrível, a leitura é muito rápida e quando eu começava a desconfiar de alguma personagem a autora dava um jeito de me mostrar que eu estava terrivelmente errada, até tentei descobrir quem era o assassino, mas não cheguei nem perto. Então se você gosta de um bom mistério, ou romance policial, leia esse e me conte se conseguiu acertar quem era o assassino! Duvidoo! 😀
Ah! Vocês não vão encontrar mais esse livro com esse nome, atualmente encontrarão como “E não sobrou nenhum”, mudaram para evitar acusações de racismo.

Resenha de Pequenas Grandes Mentiras

Autora: Liane Moriarty                  Editora: Intrínseca

Sinopse:

Depois do sucesso de O segredo do meu marido, a autora australiana Liane Moriarty apresenta um livro ousado sobre as perigosas meias verdade que contamos a nós mesmos para sobreviver.

Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.

Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?

Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.

Madeleine é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.

Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.

Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.

Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Pequenas Grandes Mentiras começa com uma morte em um evento de uma escola, mas não revela quem morreu, relata alguns meses antes, até o dia do acidente ou assassinato.

A história acontece principalmente na Escola Pública de Pirriwee, é onde Madeleine, Jane e Celeste constroem uma amizade que as ajuda a passar por dezenas de problemas pessoais. Madeleine sofre, pois foi deixada pelo marido quando Abigail, sua filha mais velha, era apenas um bebê, ela reconstruiu sua vida, casou-se de novo e teve mais dois filhos, mas odeia o fato de seu ex-marido também ter se casado novamente e parece ser um pai fantástico para Skye, filha de seu novo casamento, além disso, Abigail parece ter perdoado o pai e amar a madrasta, Bonnie. Já Celeste é linda, tem um marido lindo e rico, uma vida que dá inveja a muita gente na cidade, ela teve dificuldade para engravidar, mas conseguiu ter seus dois filhos, os gêmeos que são muito muito bagunceiros e só o pai, Perry, consegue domá-los. Jane é mãe solteira e o pai de Ziggy é um grande mistério tanto para o menino, quanto para a família e amigos da garota.

“Tudo em volta dela era colorido: de cores fortes e vibrantes. Ela era a única coisa sem cor na casa inteira.”

No primeiro dia da escola Ziggy é acusado de bullying e Jane, que tinha se mudado procurando uma vida melhor e mais tranquila para ela e seu filho, se vê a ponto de desistir de tudo e são as amigas, agora inseparáveis, Madeleine e Celeste que a ajudam a passar por tudo, pelos problemas na escola e pelos falatórios e olhares de outros pais.

Em cada capítulo a autora incluiu trechos do depoimento que vários pais e pessoas da escola dão a polícia, o que muitas vezes acaba trazendo humor ao livro, devido aos comentários engraçados e interpretações diferentes da mesma cena.

“— Eu mentiria por você — disse Celeste. — Sei mentir.
— Eu sei que você sabe. — Os olhos de Bonnie estavam brilhando. — Acho que você
deve ser muito boa nisso também. — Ela deu um passo para a frente e pôs a mão no braço de Celeste. — Mas agora você pode parar. “

Em Pequenas Grandes Mentiras,  Liane Moriarty conseguiu reunir humor, suspense, aventura e emoção, além de discutir temas como bullying, violência doméstica e dramas familiares. Leitura mais que recomendada!!

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E pra quem não sabe, a HBO produziu uma série baseada no livro e ficou incrível, o elenco conta com Nicole KidmanReese Witherspoon e Shailene Woodley, além do lindíssimo Alexander Skarsgard.

Por Amanda Padovan